segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Formado em pintura na UFRGS em 1990, Ricardo já realizou diversas exposições individuais e coletivas. Nos últimos anos vem se dedicando à fotografia digital, apresentando sua produção não só em mostras, mas também tendo várias imagens publicadas em mídias impressas e eletrônicas.
É assíduo colaborador da Wikipédia, escrevendo artigos sobre história e história da arte, tendo 35 artigos escolhidos pela comunidade, figurando cada um por três dias consecutivos na página principal da enciclopédia colaborativa.
Já foi coordenador do Núcleo de Exposições do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, organizando as mostras externas. Também coordenou por vários anos o Núcleo de Acervo do mesmo museu, exercendo a função de curador, organizando a coleção e suas mostras permanentes, bem como elaborando e supervisionando a execução de vários projetos institucionais.
Partindo do pressuposto de que um cartaz exposto em via pública vai atingir um público heterogêneo e provavelmente sem formação em arte, o cartaz elaborado para o projeto Muffuletta+Arte pretende privilegiar a compreensibilidade da mensagem. Desta maneira, a composição é extremamente simples; fazendo uso de um lettering claro e legível à distância, o cartaz mostra as palavras PAZ e AMOR, pontilhadas de sinais gráficos representando orifícios de bala contra um fundo vermelho vivo. A cor vermelha é tradicionalmente associada ao sangue, às paixões arrebatadas e mesmo à violência, e enfatiza o caráter dramático da situação apresentada. Logo, desvia intencionalmente o indivíduo de uma interpretação complexa e esotérica que a leitura poderia suscitar estimulando-o a refletir sobre a violência, um tema pertinente na atualidade e essencial, em especial no meio social urbano.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
"Another False Start" de Pablo Ferretti
Pedro Henrique- Explique o desenho do cartaz.
Pablo Ferretti- O desenho é uma releitura em nanquim de um auto-retrato que fiz para minha graduação no Instituto de Artes em 2001, o mesmo ano em que mudei de cidade. O trabalho original consistia em duas pinturas formando um diptico, o retrato incompleto e um quadro abstrato, feito de manchas. Uma espécie de dissolução, ou irresolução, condizente com a minha idéia de imagem na pintura.
PH- Você está olhando para trás.
PF- A idéia começou com o fato de olhar para a cidade como um ponto de partida, mas num sentido pessoal e afetivo. Por mais contraditório e idiossincrático que isso possa parecer, talvez não existam pontos de partida, nem fio, nem meada. Se estamos sempre seguindo adiante, nunca voltamos. É um pouco como caminhar de costas, guiado por um espelho.
PH – Cuidado. E porque a minha frase?
PF- Sempre me assombraram as possibilidades da casualidade. A frase original foi construída com imas de geladeira, desses que formam frases. Você tinha uns 6 anos, estava brincando com eles e me mostrou esta frase, O MISTERIO DA GRANDE ALEGRIA E SELVAGEM, que eu gosto muito, é como se tivesse uma força anterior ao seu significado e tem um ritmo interessante. O seu sentido, bem, pode ser absurdo ou uma verdade. Gosto também de apócrifos e as infinitas frases mal atribuídas a pessoas ilustres. Ou colocações que soam erradas quando se aprende uma determinada língua, que não necessariamente são erradas, mas que soam estranhas. O que significa para você?
PH – Como o título do seu trabalho, ANOTHER FALSE START.
PF – Hum...
PH- Fale um pouco do projeto.
PF- Esse é um trabalho pessoal, mas aberto e impessoal no sentido que a combinação do texto e imagem remonta a uma nova construção de significados. Da mesma forma, a distribuição da obra no espaço público tem a intensão de gerar uma fresta na paisagem urbana. Mas por ser uma fresta chama-se a atenção do publico não como uma entidade única, mas uma multiplicidade de unidades. A idéia do projeto cria novas possibilidades a cada colagem pois os espaços são dinâmicos, e a repetição é importante para o consumo da obra. Portanto cada cartaz nosso será apenas parte de um conjunto maior.
PH- A realidade é arbitrária.
PH- Mas se você está caminhando de costas, não está caminhando para frente.
PF/ PH- Obrigado.
Pablo Ferretti- O desenho é uma releitura em nanquim de um auto-retrato que fiz para minha graduação no Instituto de Artes em 2001, o mesmo ano em que mudei de cidade. O trabalho original consistia em duas pinturas formando um diptico, o retrato incompleto e um quadro abstrato, feito de manchas. Uma espécie de dissolução, ou irresolução, condizente com a minha idéia de imagem na pintura.
PH- Você está olhando para trás.
PF- A idéia começou com o fato de olhar para a cidade como um ponto de partida, mas num sentido pessoal e afetivo. Por mais contraditório e idiossincrático que isso possa parecer, talvez não existam pontos de partida, nem fio, nem meada. Se estamos sempre seguindo adiante, nunca voltamos. É um pouco como caminhar de costas, guiado por um espelho.
PH – Cuidado. E porque a minha frase?
PF- Sempre me assombraram as possibilidades da casualidade. A frase original foi construída com imas de geladeira, desses que formam frases. Você tinha uns 6 anos, estava brincando com eles e me mostrou esta frase, O MISTERIO DA GRANDE ALEGRIA E SELVAGEM, que eu gosto muito, é como se tivesse uma força anterior ao seu significado e tem um ritmo interessante. O seu sentido, bem, pode ser absurdo ou uma verdade. Gosto também de apócrifos e as infinitas frases mal atribuídas a pessoas ilustres. Ou colocações que soam erradas quando se aprende uma determinada língua, que não necessariamente são erradas, mas que soam estranhas. O que significa para você?
PH – Como o título do seu trabalho, ANOTHER FALSE START.
PF – Hum...
PH- Fale um pouco do projeto.
PF- Esse é um trabalho pessoal, mas aberto e impessoal no sentido que a combinação do texto e imagem remonta a uma nova construção de significados. Da mesma forma, a distribuição da obra no espaço público tem a intensão de gerar uma fresta na paisagem urbana. Mas por ser uma fresta chama-se a atenção do publico não como uma entidade única, mas uma multiplicidade de unidades. A idéia do projeto cria novas possibilidades a cada colagem pois os espaços são dinâmicos, e a repetição é importante para o consumo da obra. Portanto cada cartaz nosso será apenas parte de um conjunto maior.
PH- A realidade é arbitrária.
PH- Mas se você está caminhando de costas, não está caminhando para frente.
PF/ PH- Obrigado.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
um dado novo nessa fase do muffuletta+arte, a colagem de cartazes, abre um pouco mais o espectro da montagem de exposição, ja que a apresentação do trabalho do artista não fica restrita ao interior do bar. regularmente alguns tapumes e postes nos arredores do bar recebem uma nova cobertura, e a permanência na rua é efêmera. por isso o registro das colagens é incorporado nesse processo. não é essencial, mas é legal que aconteça como mais um elemento na apresentação da proposta do artista. nesse caso sim, a colaboração dos amigos é essencial. os primeiros registros foram feitos pela luti, agora quem entrou na história foi o sandro. o resultado é sempre bom, porque envolve diferentes perspectivas sobre um mesmo assunto.
fotos: sandro torquetti
fotos: sandro torquetti
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
inaugurando a nova fase de exposições do muffu, o artista venezuelano jaime gili apresenta seus cartazes. a exposição de jaime será dividida em dois momentos; no primeiro serão apresentados os cartazes que o artista desenvolveu para a mostra três fronteiras durante a 6° bienal do mercosul. no segundo momento jaime mostrará cartazes que integram a mostra bill at pittier que acontece em winterthur na suíça. durante todo o período de exibição no muffu, os cartazes serão colados regularmente nos arredores da cidade baixa.
leia mais: http://www.muffuletta.com.br/noticias/130-venezuelano-jaime-gili-no-projeto-muffuletta--arte
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